21/01/2009 << Voltar para a lista
Erros Comuns na Gestão de Capital de Giro.
Com a crise econômica e financeira mundial recente, eleva-se sobremaneira o riscos das empresas, principalmente aquelas dependentes de capitais externos (Instituições Financeiras). Com uma gestão eficiente do capital de giro e bons instrumentos de control
Muitas empresas no Brasil, tem encontrado dificuldades em administrar seu Capital de Giro, e assim recorrer sistematicamente a Instituições Financeiras e até factoring para financiar suas operações.

Outros agravantes são os altos Custos financeiros cobrados pelos Bancos, (juros, IOF, CPMF, TAC etc.), além de outras exigências, tais como Seguro Plano de capitalização etc., para disponibilizaçãode linhas de crédito, que inviabilizam as operações, face às baixas margens operacionais causadas pela Globalização, pela depreciação do dólar em relação ao real e conseqüente competição com produtos importados, especialmente os Chineses.

As empresas nesta situação, acabam baixando as margens operacionais, para aumentar as vendas e assim tentar cobrir seus custos fixos, sem perceber que esta atitude agravará ainda mais o problema. Se seu Ciclo financeiro é negativo, quando maior suas vendas maior será sua necessidade de Capital de Giro.

As empresas devem ter atenção especial, para o risco, quando em crises econômicas, os Bancos tendem a reduzir e até cortar linhas de crédito, impossibilitando que a empresa faça rolagem da dívida.

A recente crise mundial, tem gerado aumento significativo no custo das matérias primas, especialmente comodites. A inflação interna da empresa, por sua vez deve ser medida , pois é outro agravante para deterioração do capital de giro, especialmente na recomposição dos estoques.

Outro erro freqüente é considerar que o gestor financeiro é o único responsável pelos problemas de capital de giro, fazendo com que sua função seja de mero pagador de contas e negociador de empréstimos.

O Gestor Financeiro deve coordenar a administração de Capital de Giro, cujos responsáveis pela gestão são os gestores das atividades fins.
Gerente Industrial: Responsável pela gestão de estoques de matérias Primas e Produtos em elaboração.

Gestor Comercial, responsável pelo estoque de produtos acabados e volume de contas a receber.

Compras, responsável pelo prazo de pagamento a fornecedores.

A empresa que pretende sair desse ciclo vicioso, deverá fazer uma gestão eficiente de seu Capital de Giro, com acompanhamento diário de sua evolução estabelecendo metas gerenciais para redução volume de empréstimos de giro, através de controles específicos, para redução da necessidades de recursos externos.

A somatória dessas ações melhorará a obtenção de recursos financeiros de capital de giro, dentro da própria empresa com custo zero, reduzindo a dependência externa.

A equação é bastante simples, a empresa que tiver uma relação autofinanciamento (resultado antes das despesas financeiras) em relação a venda menor que necessidade de capital de giro dividido pelas vendas, entrará no efeito tesoura, ou seja para cada real vendido a mais, haverá maior necessidade de obtenção de Recursos em Bancos.

Outro erro dos Administradores é considerar empréstimos de curto prazo como Capital de giro, quando na realidade são recursos muitas vezes, necessários para cobrir deficiências na gestão financeira da empresa.

É necessário que os Administradores percebam que caixa, aplicações e a dívidas bancárias de curto prazo, são contas erráticas que variam positivamente ou negativamente, conforme forma em que é administrado o giro da empresa.

CELSO TAUSCHECK
Consultor de empresas

Fonte: Celso Tauscheck - Total Consultores Associados Ltda.

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