01/09/2010 << Voltar para a lista
Gestão financeira e necessidade de capital de giro das empresas.
As empresas Brasileiras, de maneira geral são deficientes na estrutura de capitais, gerando uma dependência de empréstimos Bancários que hoje cobram taxas de 3,5% ao mês, correspondente ao equivalente anualizado de 51% a.a, comparado com o INPC últimos do
Neste contexto, as empresas brasileiras competem em desigualdade no mundo globalizado, pagando uma das mais altas taxa de juros do mundo.
O Risco torna-se ainda maior, quando por qualquer motivo os Bancos cortam ou reduzem limites, exigem garantias, deixando as empresas desamparadas para sua sobrevivência.
Muitas vezes a solução encontrada pelos gestores, é fazer um esforço para aumentar as vendas, sacrificando margens, gerando então o perverso efeito tesoura, quando quanto mais a empresa vende, sem administração racional do capital de giro, mais terá que recorrer a Bancos, conseqüentemente aumentando o risco de não conseguir pagar seus compromissos.
As empresas podem reverter este quadro, se entender que todos os gestores e departamentos da organização têm parte da responsabilidade pelos problemas financeiros, pois normalmente a área financeira, quando toma conhecimento as ações já foram tomadas, gerando como única solução a renegociação com fornecedores, Bancos e outros envolvidos no processo produtivo.
Com um bom planejamento a empresa pode programar suas necessidades de capital de giro, com metas de redução, além de gerar autofinanciamento dentro da própria organização, que equilibrará eventuais descompassos financeiros.
O Capital de giro tem participação relevante no desempenho operacional, cobrindo geralmente mais da metade dos ativos totais investidos.
Uma análise profunda do ciclo financeiro e econômico da empresa e dos fatores correspondentes ao giro da empresa é uma necessidade premente para o equilíbrio financeiro e se proteger de insolvências.

Celso Tauscheck - Total Consultores

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