


| 27/10/2010 | << Voltar para a lista |
| Como Reduzir a Dependência Bancária com Planejamento de Capital de Giro | |
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| Para entendermos melhor este processo, imaginemos um empreendedor que está iniciando seu negócio. Aplica seu capital disponível, parte deste valor será disponibilizada para compra de máquinas, móveis, equipamentos, necessários para as operações. O que sobrar e se sobrar, ficará disponível para girar seu negócio (capital de giro). Entretanto sabemos que muitas empresas não contam com este importante recurso para gerir seus negócios e muitas vezes nem do capital próprio necessário para desenvolver a atividade. Os recursos restantes, após a compra do imobilizado, estarão disponíveis para comprar estoques, e financiar seus clientes, gerando uma necessidade de capital de giro, definido pela equação: Clientes + Estoques – fornecedores. Quando o Capital de giro não é suficiente para cobertura das terá necessidades operacionais, a empresa terá um problema de caixa, tendo que recorrer a Bancos e pagar taxas altíssimas de juros, além de IOF e outras despesas usualmente cobradas no Sistema Financeiro, praticamente inviabilizando a rentabilidade de seus negócios. O filósofo Alemão Shopenhauer, já no século IXX, já afirmava “Dinheiro é igual água do mar, quanto mais se toma, mais se tem sede.” Neste contexto, para tentar sair desta dificuldade, muitas empresas optam por aumentar suas vendas, fazendo só crescer suas dificuldades, pois quando maior for a relação das necessidades de capital de giro em relação às vendas, comparada com a relação autofinanciamento/vendas, maior será sua necessidade de recorrer a Bancos. Os bancos como são especialistas neste tipo de análise e como não gostam de perder dinheiro, ao verificarem a deterioração do Capital de Giro, começam a reduzir os limites operacionais, colocando a empresa em dificuldades ainda maiores e até levando a falência, naqueles períodos em que a economia está com uma liquidez menor ou em casos de crises econômicas. Como conclusão, podemos afirmar que o capital de giro está para a empresa, assim como a circulação do sangue está para o ser humano, se o fluxo não for perfeito, poderá levar a morte. Desta forma para a sua saúde financeira, as empresas devem ter um bom planejamento financeiro de capital de giro, com acompanhamento preventivo constante, para geração interna de recursos e diminuição da dependência bancária, pois tal como o ser humano a transfusão quando rotineira poderá ser fatal. Celso Tauscheck, Administrador, pós graduado em Finanças, sócio diretor da Total Consultores Associados, especialista em gestão e planejamento de capital de giro, com experiência em mais de 30 anos. Foi executivo de grandes empresas nacionais e multinacionais. Diversos artigos publicados, Instrutor e palestrante. |
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